O cidadão sobe orquestrar como um gênio seu masterplan, combinando marketing, militarismo, gritos, antisemitismo, patriotismo...um quebra-cabeça que pareceu música clássica (de Wagner) para o alemão comum. Porque o alemão comum, em sua maioria, embarcou nessa (vai vir um post sobre resistência interna ao nazismo).
Então vamos lá: O nazismo e o Hitler de antes da guerra, subindo mais que inflação na República de Weimar (nome da Alemanha na época). O mais assombroso é que na maioria desses filmes, Hitler sequer aparece. Ainda assim, está lá, em forma de medo. Infelizmente vocês terão que se contentar com isso. Não temos nada sobre o Hitler de depois da guerra.
- Hitler
(Hitler: The Rise of Evil, EUA, 2003, 180 min)
Dir: Christian
Duguay Com: Robert Carlyle, Stockard
Channing
Minissérie. A vida de Adolf Hitler desde sua
infância de pobreza na Áustria. Vemos a I Guerra sob seu ponto de vista, e como
ele se tornou poderoso depois dela. Conhecemos sua relação com Eva Braun e com
os rivais de partido que eram obstáculos.
(Den Blodiga
Tiden, Sue, 1960, 117 min)
Dir: Erwin Leiser
O documentário apresenta trajetória de ascensão
e queda de Hitler. Cada segundo é filmagem alemã. O diretor deixa a questão:
como um lunático homicida passou incólume por tanto tempo, a ponto de levar o
mundo ao maior conflito armado que já se viu?
- Arquitetura da Destruição
(Undergångens
Arkitektur, Sue, 1989, 121 min)
Dir: Peter Cohen
Documentário relaciona a trajetória de Hitler e
colaboradores com a arte. Cenas oficiam a visita de Hitler à Paris após a
ocupação: o Führer chega de madrugada, visita a Ópera, o Arco do Triunfo etc.
Fala-se da pilhagem de obras de arte em países ocupados.
- A Polícia de Hitler: um Retrato do Mal
(Hitler's SS: A Portrait in Evil,
EUA, 1985, 135 min)
Dir: Jim Goddard Com: John Shea, Bill Nighy, David Warner
Alemanha, anos 20. Os irmãos Helmut e Karl
Hoffmann vivem os duros dias da República de Weimar, mas tomam caminhos opostos
com a ascensão do Nazismo. Helmut entra para a SS e faz sucesso na polícia
secreta, mas Karl vive um lado mais escuro do nazismo.
- O Ovo da Serpente
(Das
Schlangenei, Sue, 1977, 119 min)
Dir: Ingmar Bergman Com: Liv Ullmann, David Carradine
1923. O filme mostra que das cinzas da I
Guerra, surgiu na Alemanha uma república fragilizada, com grandes dificuldades
econômicas: a República de Weimar. O acrobata Abel parece ter sorte se
conseguir sobreviver mais que uma semana nesse cenário.
- O Tambor
(Die
Blechtrommel, Ale, 1979)
Dir: Volker Schlöndorff Com
David Bennent, Mario Adorf
Alemanha, 1930. Oskar, filho de um comerciante,
é um garoto diferente. Ele resolve não crescer, ao sentir para onde o mundo
vai. Seu tambor será o símbolo do protesto contra a mentalidade
pequeno-burguesa de quem não faz nada contra o nazismo.
(Cabaret,
EUA, 1972, 124 min)
Dir: Bob Fosse Com:
Liza Minnelli, Joel Grey, Michael York
Berlim, 1931. O Kit Kat Club é um estouro. Já a
situação da Alemanha, está longe de empolgante. Caos político, instabilidade
financeira e desânimo dos desempregados que vagam pelas ruas. Ao menos Sally
tem um emprego de dançarina no cabaré!
- Mephisto
(Mephisto, Hun/Aut/Ale, 1981,
144 min)
Dir: Istvan Szabo Com: Klaus Maria Brandauer, Krystyna Janda
Hendrik Höfgen é o melhor ator de toda a
Alemanha. Quando os nazistas passam a governar, Höfgen passa a não se permitir
ter qualquer opinião política quando está fora do palco. Trabalha em peças
propagandistas do regime vigente sem conflitos morais.
- Tempestades d'Alma
(The Mortal Storm, EUA, 1940, 95
min)
Dir: Frank Borzage Com: Margaret Sullavan, James Stewart
- Os Deuses Malditos
(The
Damned, Ita/Ale, 1969, 155 min)
Dir: Luchino Visconti Com Dirk Bogarde, Ingrid Thulin
1933. Uma família aristocrata industrialista
se reúne na noite do fogo no parlamento alemão. O patriarca, Joachin, odeia
Hitler, mas é morto na mesma noite. Herbert, VP da firma, é o principal
suspeito e também é antinazista.
-
Raça
(Race, EUA, 2016, )
Dir: Stephen
Hopkins Com Stephan James, Jason
Sudeikis
Berlim 1936. Depois de se provar como atleta
de ponta nos EUA, Jesse Owens competirá em Berlim, palco do ditador racista que
tem máquina publicitária pronta para capitalizar nos jogos. Com Owens nas pistas
e Hitler na tribuna, os jogos serão mais que esporte.
- A
Noviça Rebelde
(The Sound of Music, EUA,
1965, 174 min)
Dir: Robert Wise Com: Julie
Andrews, Christopher Plummer
Áustria, 1938. Maria vai de noviça fracassada a
babá de sucesso com a família Von Trapp. Ela até consegue a proeza de laçar o
coração do nobre Cap. Von Trapp. O problema é quando Hitler resolve anexar a
Áustria, no chamado “Anschulss”.
- Os Últimos Rebeldes
(Swing
Kids, EUA, 1993, 112 min)
Dir: Thomas Carter Com: Robert Sean Leonard, Christian Bale
1939. Um grupo de adolescentes na Alemanha
encontra o modo de expressar sua rebeldia contra Hitler e o nazismo com
música. Usam o swing americano e o jazz,
discos banidos pelo nazismo. As escapadas das autoridades vão ficando mais e
mais ousadas.
(Genius:
Einstein, EUA, 2017, 450 min)
Com: Johnny Flynn, Geoffrey Rush, Emma Watson
Minissérie. Da Alemanha, 1890’s aos EUA, anos
50. O jovem idealista Albert estuda física em Viena e Berlim, enquanto a
história da Europa muda tragicamente. Judeu, ele consegue se exilar nos EUA,
onde participará a contragosto do projeto da bomba atômica.
-
Stefan Zweig: Adeus, Europa
(Stefan Zweig:
Farewell to Europe Ale/Aut/Fr, 2016,
106 min)
Dir: Maria Schrader Com: Josef Hader, Barbara Sukowa
Brasil, 1940. Judeu, Zweig já com bastante
sucesso na carreira, refugia-se no Brasil durante a guerra. Apesar de sua
situação, refuta criticar o governo nazista alemão, enquanto procura lugares e
pessoas que o interessam na nova vida sulamericana.
- O Grande Ditador
(The
Great Dictator, EUA, 1940, 124 min)
Dir: Charles Chaplin Com:
Charles Chaplin, Jack Oakie,
Comédia. A “Tomânia” é a Alemanha disfarçada.
Chaplin faz papel duplo, incluindo Adenoid Hynkel, um ditador alemão de
bigodinho. No outro papel, ele é um barbeiro judeu, que tenta manter a loja
aberta em meio ao antissemitismo da “Tomânia”.









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Você é bem vindo a fazer perguntas sobre os filmes ou mesmo sobre o contexto histórico deles. Não sou um professor de História, então só posso dar uma opinião de quem gosta muito dos 2 assuntos.